Ontem o seu peixinho morreu, boneca. E você não entendeu nada. Insistia que ele estava dormindo de barriga pra cima e sorrindo. Sua mamãe, inexperiente como é, não conseguia lhe explicar a morte. Mesmo quando dizia que ele tinha ido morar no céu, você retrucava: “Mas ele está no aquário!” Mas o espírito dele foi morar no céu, bonequinha! “Não mamãe, peixe fica na água!”. Como não conseguia explicar, decidi que teríamos que nos despedir dele. Concluímos que teríamos que jogá-lo no vaso sanitário, a única cova condizente que me vinha à mente. Fomos de mãos dadas até o sepulcro do peixinho vermelho. Nos despedimos e você ficou dando tchau pro Squalinho, como sempre o chamou. Mas ainda não entendeu o que é a morte, não é princesa? Eu ainda não entendo a morte. Vamos comprar outro peixinho, mas agora você quer um rosa, não é mesmo? E que o squalinho descanse em paz no céu de água que todo peixinho merece.
Quando a princesa nasceu, eu, como toda boa mãe-coruja, achava a minha filha a mais linda de todas as criaturas (agora tenho certeza absoluta), então em dezembro de 2006 quando ela tinha 6 meses eu fiz um orkut pra ela e a inscrevi num desses concursos de beleza (manjadíssimos) dessas comunidades e (claro!) a pequena ganhou. O prêmio era um vídeo book. Boba eu, quase morri de orgulho da minha obra de arte. E não é que o video book ficou a coisa mais fofa do mundo! E com direito a participação especial da mamãe, do pai, das duas vovós e do vovô. Lindo de viver! E a música? Lindinha também! Lembrei-me desse vídeo book hoje e fui revê-lo, deu uma saudade...
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