Essa noite, nem você, nem eu e nem a vovó dormimos. Passamos a noite em claro. Você gemia, tossia, fungava e chiava. Reclamava dor no peito e nos pés. Amanheceu e resolvi te levar ao hospital. Sozinha. E de ônibus. Achei que seria super tranquilo. Não foi. Na ida, você tava tão abatidinha que pediu colo no meio do trajeto e eu dei. Chegamos ao hospital. Você foi atendida, medicada e horas depois, liberada. Na volta, já estávamos cansadas, famintas e decididas a almoçar só em casa. Desta vez, pediu colo no início do trajeto. Dois ônibus carregando 16,5 kg. Em certo momento, parei de sentir o ombro. Mas o que importa, estava dormindo como um anjinho, finalmente. Chego em casa quase me arrastando, com um leve desconfiança de uma torção no meu punho direito devido o esforço. Dou comida, cafuné e vou pro computador passar a lista de medicamentos pro seu papai. Arrumei uns papeis e lápis de cor na mesa ao meu lado pra distraí-la enquanto eu digitava. E enquando digitava, lamentava em pensamento todas as minhas mazelas do dia. Foi nesse momento que você distraída colorindo o desenho e sem ao menos olhar pra mim, faz o seguinte comentário: "Não é que você quer ter um outro neném, mamãe?" Quase sem acreditar no que ouvia, olhei pro lado e disse "Hã?", e você repetiu olhando nos meus olhos...
Quando a princesa nasceu, eu, como toda boa mãe-coruja, achava a minha filha a mais linda de todas as criaturas (agora tenho certeza absoluta), então em dezembro de 2006 quando ela tinha 6 meses eu fiz um orkut pra ela e a inscrevi num desses concursos de beleza (manjadíssimos) dessas comunidades e (claro!) a pequena ganhou. O prêmio era um vídeo book. Boba eu, quase morri de orgulho da minha obra de arte. E não é que o video book ficou a coisa mais fofa do mundo! E com direito a participação especial da mamãe, do pai, das duas vovós e do vovô. Lindo de viver! E a música? Lindinha também! Lembrei-me desse vídeo book hoje e fui revê-lo, deu uma saudade...
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